quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Gol de Zagallo

O velho Lobo esteve ontem em Curitiba, empenhando seu importante apoio ao Programa Gols Pela Vida, do Complexo Pequeno Príncipe.

O Programa reúne projetos com a finalidade de angariar recursos para atividades assistenciais que beneficiam o Hospital Pequeno Príncipe e o principal articulador é o ex-atleta Edson Arantes do Nascimento. Pelé empresta seu nome ao Instituto de Pesquisa do Hospital.

O Pequeno Príncipe tem como missão promover a saúde da criança e do adolescente por meio da assistência, do ensino, da pesquisa e da mobilização social.

À noite, em jantar no Graciosa Country Club - com renda revertida ao projeto -, Zagallo recebeu a imprensa e convidados e demonstrou estar emocionado com sua participação no Programa.

Zagallo contou que pretendia ter estado muito antes em Curitiba, mas tem um trauma em voar para a cidade: todas as vezes que o fez teve problemas. Ontem, no entanto, foi diferente, deu tudo certo. Brincou, dizendo que ao chegar encontrou uma senhora que não parava de rir e dizia "Vocês vão ter que me engulir". Confessou-se feliz.

O Velho Lobo, sem dúvidas, acrescenta ainda mais credibilidade ao Programa Gols Pela Vida. E para não dizer que não falou de futebol, comentou sobre Dunga: "Muita gente não acreditava nele, mas ele está ganhando. Ele está fazendo um trabalho grandioso, mas há muita coisa pela frente. Tem a Copa do Mundo, e ele tem que fazer um time que respeite os adversários, que saiba atacar e saiba defender. É preciso equilíbrio, e o Dunga está trabalhando bem”.

Aos 78 anos, este gesto de Zagallo é um belo exemplo a muitos "famosos".


Imagem publicada pelo site futebolparanaense.net

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ney Bravo - Produtor Cultural e "Plagiador"

---- DENÚNCIA ----

Parece-me ridículo que alguém se diga "produtor de cultura e crítico" e não tenha competência, pelas vias vias da capacidade intelectual, experiência, ideias próprias e criatividade, para formatar - de sua própria lavra - um texto razoável a respeito de um acontecimento do cotidiano.

Parece-me cretinice alguém assim plagiar um texto sobre assunto tão debatido (como foi o caso da aluna da UNIBAN), de fácil compreensão e análise para se produzir meia dúzia de linhas como comentário ou crítica da sua autoria.

Pois foi assim, de forma ridícula e cretina, que agiu o Sr. Ney Bravo, autor do blog que leva seu próprio nome.

Este texto, abaixo reproduzido (publicado em 11.11.2009), que sofreu pequenas modificações, como ilustrado na imagem, é da autoria do blogueiro Ítalo de Paula Pinto e foi publicado originalmente em seu blog Críticas & Reflexões, no dia 10.11.09, com o título "Ainda há espaço para hipocrisia …"

É vergonhosa, mas chega até ser ingênua a atitude de alguém como o Ney. Possivelmente ele desconhece, além do direito de autoria, a existência de mecanismos que detectam plágio. Merece ter seu ato desonesto reportado ao Blogger para que seu endereço seja bloqueado. É o mínimo a ser feito.




Notem que o cabeçalho do blog do Ney indica que seu conteúdo se refere a cidadania, cultura, opinião e solidariedade. Imaginem!


COMENTÁRIO QUE DEIXEI NO BLOG DO NEY BRAVO

Você se diz "crítico & observador político" e critica e observa com as palavras e os olhos alheios?

Você se diz "produtor cultural" e desconhece o que seja 'plágio'? Como pode produzir cultura através de um ato considerado crime?

Ney, é muito triste a gente testemunhar atitudes como a sua. Até porque - ao menos a considerar seu perfil - você parece uma pessoa esclarecida, acima da média. É desanimador ver gente como você usando esse "subterfúgio condenável" do plágio, pois seria justamente de um "produtor cultural" que deveríamos esperar o respeito pela obra alheia. Ninguém melhor do que quem trabalha com a produção cultural para entender o sacrossanto direito autoral.

Mas não é o que acontece com você na atitude aqui provada e que se configura em verdadeiro abuso, pra não dizer crime.

O texto do Ítalo de Paula recebeu neste seu post algumas "ridículas" modificações para tentar "persuadir" o leitor a acreditar que ele seja seu. Você agiu com declarada ignorância cultural e completa leviandade.


[UPDATE - 14.11.09 | 17:06} -

Após ter sido contatado pelo Ítalo de Paula, por e-mail, o Sr. Ney Bravo retirou o blog do ar. Transmito meus agradecimentos aos amigos do Twitter que ajudaram a pressionar: @NovaPierFm, @Editoranovitas, @Veluca e @epidermedaalma.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Um primor de explicação


@Blogdorichard


O assunto "apagão" foi exaustivamente tratado nos últimos dias nas diversas redes sociais, jornais, portais, blogs, rodas de conversa etc.

Não pretendo entrar no mérito de quaisquer das conclusões - já que foram tantas -, apenas faço aqui um registro do aparente prazer que move o governo Lula com a prática obscura da dissimulação e do tratamento pouco inteligente quando se trata de justificar questões importantes. Alguns dos seus Ministros e Assessores chegaram a minimizar os problemas criados pelo apagão, demonstrando certa dificuldade de sensibilização ao cotidiano popular.

Ora, dissimular, minimizar os fatos e sair por aí dizendo que a imprensa cria factóides, sem se preocupar com uma explicação convincente, de natureza técnica e perfeitamente ilustradora dos fatos, já há quase 48 horas após a ocorrência, é a composição perfeita de um cenário que nos deixa muito claro a existência de problemas no setor. Apenas não há a menor honestidade do governo em reconhecer o fato.

Cabe uma observação bem cuidada da seguinte sequência, registradas em alguns locais na rede. Dela se poderá concluir, sem nenhuma dificuldade, que para as grandes questões que envolvem estrutura e tecnologia o governo deixa muito a desejar.

É contumaz, entretanto, que "para aquilo que ele (o governo) não tem explicação", o sofisma seja a solução. O povo não pensa, não raciocina. O povo não entende muito das coisas e talvez também "não saiba de nada". É a substimação da inteligência, provocada por esses rotos ministros, diretores do terceiro escalão e assessores babacas.

Sigamos os fatos.

1- A ministra Dilma, candidata à Presidência, dias antes do apagão (29.10.09) deu esta entrevista:




Na linha de execução do vídeo, a 01:00 minuto, respondendo a pergunta do repórter, Dilma afirma que a estrutura existente e mais a que está sendo construída "pode significar, sim, a certeza que não teremos novos apagões". Mais adiante, em 02:04 minutos, a Ministra insiste em dizer - já querendo enaltecer o governo ao qual faz parte - "então nós também temos uma outra certeza, que não vai ter apagão, é que nós hoje voltamos a fazer planejamento..."

2- Na quarta-feira, um dia depois do apagão, o Ministro Edson Lobão, das Minas e Energia, arvorou-se, sem qualquer dado técnico, a dizer que o apagão fora causado pelas condições meterológicas. "Todos chegaram à conclusão que foram descargas atmosféricas, ventos e chuvas muito fortes na região de Itaberá (SP). Houve uma concentração desses fenômenos atmosféricos ali. O que provocou um curto circuito nos 3 circuitos que levam a Itaberá, que vêm de Itaipu".

3- Hoje o portal UOL publicou um vídeo onde apresenta entrevista com a meteorologista do Tempo Agora, Desirée Brandt. A apresentação de mapas esclarece como estava a atmosfera na região de Itaberá, estado de São Paulo, na noite de dez de novembro. Ela afirma categoricamente que a região não esteve sujeita a raios capazes de promover soluções de continuidade no funcionamento das linhas de transmissão. Veja este vídeo.

4- A Ministra Dilma desapareceu. Possivelmente estava trancada no Comitê Central "bolando" as estratégias verborrágicas para sustentar justificativas.

5- Lobão, finalmente, dá o veredito sobre as causas e sugere que o assunto se encerre: "Buscamos a causa do problema e resolvemos. O problema está encerrado. Cada parte do sistema se empenhou em resolver o problema a tempo".

Pode haver alguma coisa mais vaga que isto? Chega a ser acintoso!

6- A Ministra Dilma volta à cena para dizer: "Não estamos livres de blecaute". Ainda completou: "Além do dito pelo ministro Edison Lobão, não temos nada a falar do acidente em si. Tudo o que o governo sabe é o que o Lobão está dizendo."


Minha gente, caríssimos admiradores da corja. Os caras gostam de "brincar com o poder". A conclusão (provável e deles) é esta.

-----+oo

Gostei deste post.

E aqui tem um bom comparativo, do jeito que "eles" gostam.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Pequenas genialidades

No dia 23 de outubro li uma notícia intrigante. Tratava-se do apoio do Ministério da Justiça à proposta do governo, que visa o fim da pena de prisão para pequenos traficantes de drogas que não tenham cometido atos de violência e não apresentem vínculo com organizações criminosas.

O texto da nova lei, que ainda está em estudo, exigirá que os réus apresentem bons antecedentes para ter direito à pena alternativa.

Não recrimino integralmente a medida, mas ela me assusta. No triste jogo do tráfico são os pequenos traficantes que representam a força da disseminação das drogas. É justo que se dê uma oportunidade de recuperação a um representativo número de pessoas envolvidas na cadeia da delinquência. Entretanto, é impossível acreditar que as penas alternativas desprovidas de rigidez praticadas pela nossa justiça sejam capazes de transformar uma situação que atingiu índices de calamidade social.

Se por um lado a simples desocupação dos espaços prisionais que desonerará o Estado é medida adequada, diante da falência do sistema prisional que objetivamente não recupera ninguém, por outro causa preocupações o fato tão evidente que não possuímos políticas recuperacionais de outras ordens já consolidadas.

Continuamos tentando construir a casa iniciando pelo telhado. Apoio a evolução da justiça no aspecto da valorização de penas alternativas, desde que estas se constituam ações educacionais. Estaria rendendo meu aplauso à ideia de mudança caso tivéssemos instituições devidamente aparatadas para atuar em tempo integral e fossem escolas dotadas de qualidade docente e filosofia programática específica, capaz de devolver os réus ao convívio social com amplas possibilidades de recuperação e ótimas perspectivas de se transformarem em pessoas decentes.

Na forma como essas penas alternativas existem hoje em dia elas serão pagas pelos próprios patrões do tráfico. O Ministro Tarso Genro tenta trilhar o caminho inverso do combate ao crime. A distribuição de drogas no Brasil está baseada na atuação de pequenos traficantes, jovens aliciados pelos barões. É verdade que estes jovens são o elo mais frágil dessa corrente, mas esta lógica não justifica em qualquer hipótese o afrouxamento da rigidez com que o problema tenha que ser tratado.

Estamos tentando criar certa permissividade para facilitar a atuação dos grandes traficantes. É a contra mão perfeita quando se lembra que países que adotaram a tolerância zero conseguiram reduzir a criminalidade.

A simples substituição da prisão não pode ensejar o fim da responsabilidade civil. Será que nossas autoridades não lembram que a pena alternativa guarda similaridade com a progressão de regime? Quando o apenado cumpre as condições para ser contemplado com uma progressão ele continua devendo obrigações ao sistema. Caso não as cumpra torna passivo seu retorno ao regime imediatamente anterior. Pelo que conhecemos chega a ser rizível o panorama de controle das penas representadas por prestações de serviço à comunidade.

E assim caminha a justiça. São padrões que se formam e se refletem em outras áreas de delitos. Como na UNIBAN, onde chega a ser chocante a notícia que a moça do vestido curto, Geisy Arruda, teve sua "expulsão" decretada. E os outros alunos? Os machistinhas acadêmicos vão continuar por lá, certo?

A verdade é uma só: com as genialidades das políticas do Ministério da Justiça e o altíssimo nível das que tratam do Sistema Educacional Brasileiro nós ainda vamos completar a desconstrução.

A PAZ DAS TORCIDAS ORGANIZADAS DE CURITIBA

Um jovem esfaqueou dois torcedores do Atlético Paranaense, ontem, antes do Jogo Atlético x Goiás, na Arena da Baixada. Preso, alegou que sofreu uma tentativa de assalto na praça. Torcedores do Atlético teriam tentado levar sua carteira e o tênis, e ele se defendeu.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A má fase de Requião

Decididamente estes últimos meses do ano não tem sido bons para o governador do Paraná, Roberto Requião.

Depois da polêmica que causou ao fazer declarações pouco inteligentes a respeito do câncer de mama masculino, associando-o aos desfiles das Paradas Gays - fato que ganhou notoriedade negativa além das fronteiras - o governador é notícia outra vez.

Agora foi o desabamento de um palco, ocorrido no município de Paiçandu (PR), quando ele participava do cerimonial de entrega de ônibus escolares na região de Maringá.

Do acidente, além do governador, que teve entorse no tornozelo, mais quatro pessoas resultaram feridas com certa gravidade. Veja o vídeo do portal UOL.



Terá sido praga? É aquela velha história: eu não acredito em bruxas, mas que a comunidade gay cresceu, cresceu!



Atualizações da notícia no Blog do Esmael.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

UNIBAN - A sádica sanha dos mal educados


Imagem publicada por Midiacon


O episódio ocorrido na Universidade Bandeirante de São Paulo - UNIBAN, envolvendo a estudante de Turismo Geisy e outros alunos daquela instituição, é um alerta para as necessidades mais que prementes de reformulação de conceitos da Educação no país.

Permito-me a uma breve análise apenas sobre alguns aspectos dessa atual estrutura do nosso processo educacional.

De início é bom deixar claro que não conheço aquela Universidade, razão pela qual tive o zelo de pesquisar informações pertinentes antes de escrever qualquer coisa. No site da UNIBAN é possível concluir a respeito da organização já a partir da leitura da sua Missão.

Qualquer instituição do gênero que se preze tem a obrigação de lutar pela preservação dos valores éticos-morais, promover solidariedade e respeito pelas diferenças individuais.

Referida Universidade também deixa consignada em sua definição de missão a preocupação com dois valores importantes: "ética", como exemplo de solidez moral, honestidade e integridade e "ser humano" como objeto de tratamento justo na estimulação de excelente ambiente humano de trabalho em equipe.

Um olhar voltado exclusivamente para as atitudes das partes é capaz de levantar questionamentos difíceis de serem respondidos sob o aspecto psicossocial, mas não sob o âmbito da prática.

Equivocou-se, entendo, a aluna em ter se dirigido à escola naquela ocasião trajada da forma como se apresentou. Há momentos em que são necessários que optemos com inteligência sobre nossas prioridades. Eventuais "arranjos" que decidimos podem ser trágicos. Concordo tranquilamente com seu direito em se vestir da forma que desejar, mas se o seu ânimo era maior para a presença na festa após as aulas, em não sendo possível retornar à casa para se preparar devidamente, mais correto seria ter abdicado ou da obrigação acadêmica ou do lazer.

Por outro lado nada justifica o conjunto de atitudes dos seus colegas de faculdade. Embora tenhamos todo direito de olhar para uma mulher sensualmente apresentada através dos seus dotes físicos e devidamente valorizados pela indumentária, é preciso admitir o limite que separa o simples ato de admirar e qualquer atitude condenável que promova constrangimento de terceiros através de gestos deseducados e agressivos.

O ambiente universitário é selecionado. Ali estão, ou pelo menos deveriam estar, os futuros profissionais que atuarão em segmentos importantes na vida futura da sociedade. Jamais nos permitiríamos encarar como normalidade a prática de selvagerias promovidas em atuação coletiva, advindo daí graves danos à reputação moral de quem quer que seja.

Disse certa vez o senador Cristóvam Buarque que nosso Sistema Educacional carece de um valor chamado padronização. Independente das diversidades regionais - que obviamente teriam que ser tratadas especificamente - o conteúdo de valores formativos deveria ser tratado de forma unificada, propiciando condições para que o processo de educação superior pudesse fluir de uma forma mais profissional. Ele citava como exemplo a política de funcionamento da rede de agências do Banco do Brasil, onde as rotinas são tratadas de forma idêntica nas mais diferentes posições de postos de atendimento espalhados pelo Brasil.

A falta de zelo com o conteúdo programático e suas profundas e gritantes diferenças nas escolas de primeiro e segundo grau do país não fornecem ao estudante a bagagem adequada, tanto quanto ao conhecimento quanto à formação de valores éticos e morais.

Se estão tão claros os objetivos da UNIBAN, mostrados em sua missão, seria salutar que os preservasse através de atitudes rígidas contra os elementos causadores da balbúrdia, verdadeiro atentado às liberdades individuais.

Particularmente entendo que não haver preocupação quanto à presença de uma aluna em suas dependências, indevidamente (por suposto) trajada para os objetivos da instituição, caracterizou erro quanto a preservação dos seus valores internos tão bem exarados. A melhor atitude teria sido recomendar a aluna Geisy o uso, desde o início, do jaleco que lhe foi servido para aplacar a "libido da turba tarada", com a adicional recomendação para que não repetisse seu uso.

Por último questiono-me a respeito do uso de telefones celulares em certos locais em nossa sociedade moderna. Foi através deles que se consumou o ápice do constrangimento vivido por aquela universitária. Os celulares foram os instrumentos capazes da produção das peças de mídia levadas à rede, no objetivo de expor tanto a pessoa como a própria fragilidade da formação de caráter desses cidadãos de terceira categoria.

Qual a necessidade de se portar um telefone dentro de um ambiente onde o objetivo é a formação individual que, por certos momentos, deve receber atenção exclusiva? A menos que o celular seja instrumento didático, portá-lo dentro de uma sala de aula pode até ser fator de perturbação da ordem educacional.

Acreditem, não estou fazendo apologia à sua proibição, mas ao menos deveria haver a preocupação com qualquer medida que pudesse preservar a intimidade e o direito das pessoas de não serem expostas sem sua devida permissão, já que estes aparelhos tiveram evolução tecnológica que multiplicaram suas funções.

O episódio registra definitivamente a falta de educação do povo e o pouco caso dos escalões envolvidos com a Educação, no sentido de tratá-la uniformemente como fator intransigível na formação de valores inalienáveis para a boa convivência. Nem cabe discutir sobre os demais aspectos da formação, não menos importantes, como a qualidade e competência profissional.

Lamentável que tenhamos de conviver com tamanha mostra de selvageria, principalmente quando se trata do estado mais desenvolvido da federação.

Além dos alunos envolvidos, a Universidade também deveria ser intimada pelo Ministério da Educação.



quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A arte de fingir solução

Depois da reunião das torcidas de Atlético Paranaense e Coritiba com a Polícia Militar, onde as medidas que poderiam causar maior impacto não foram acordadas, hoje os clubes da cidade emcamparam uma campanha contra a violência das suas "organizadas".

Sem qualquer envolvimento representativo dos seus dirigentes, apenas com a publicação do banner abaixo, nossos clubes mostram sua inocência ao acreditar que movimentos nascidos em comunidades virtuais, como o Orkut, são suficientes para evitar os costumeiros atos de violência que se sucedem, há anos, após os clássicos.

Ninguém quer assumir absolutamente nada. À Polícia Militar, como entidade representativa do Governo do Estado, caberia fazer valer sua condição de mantenedora da ordem pública e exigir o cumprimento de medidas duras. O simples cadastramento de torcedores não resolverá o problema e ao fim restarão as mesmas desculpas de sempre.

É triste, mas chega-se à conclusão que o esporte em nada contribui para a educação, muito menos para dar exemplo. A impunidade resiste.



NOTA: Você pode estranhar a presença do escudo do Corinthians no banner. Trata-se da filial. O Timão agora tem uma "sucursal" em Curitiba: o Corinthians Paranaense (ex-J.Malucelli). Até nisso o futebol do Paraná comete pecados imperdoáveis.



 

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