sábado, 12 de novembro de 2011

Nova Rua 24 Horas

Particularmente fico muito feliz com a reabertura da Rua. Sempre foi um dos meus espaços preferidos da cidade, mas fiquei muito triste tempos antes de acabar, pela frequência verdadeiramente indecente que havia por lá e que nos últimos tempos a transformou em verdadeiro antro de marginais. Faltava maior interesse em preservação do espaço como um lugar nobre da cidade. Espero que esta nova fase tenha o cuidado da Administração, fazendo da nova Rua um ambiente sadio, de gente decente e que a transforme em um lugar digno da 'grife curitibana' de cidadania, um exemplo que já foi exportado pelo mundo afora.

Já fui "re-conhecê-la" e muito me agradou. É um empreendimento para sentir orgulho de ter a inigualável 'curitibanidade explícita'. Estarei por lá, doravante, sempre! Parabéns, prefeito Luciano. O curitibano agradece.

[+] Galeria de Imagens


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

E lá se vai o 6º Ministro da Dilma

 Se a presidente Dilma tivesse a capacidade de governar que dela se esperava, não teria aceitado alguns ministros que são considerados hoje verdadeira herança maldita do governo Lula. Orlando Silva era um deles.

Sim, era. Pois Orlando Silva caiu!

Aliás, caído já estava há mais de uma semana. Na realidade o PT e a base aliada não conseguiram levantá-lo. Lógico, 'o peso' era grande. E não venham dizer que foi o governo quem tomou esta resolução. Silva também não caiu apenas porque é desconfortável para Dilma conviver com os ataques da imprensa (a golpista, segundo os petralhas). A atual justificativa que 'pesou contra o Ministro o fato da abertura do inquérito no STF' é apenas satisfação à torcida.

A verdade? A FIFA não quis mais "conversar" com o corrupto. Embora seu presidente não tenha moral suficiente para exigir absolutamente nada dos países, o Brasil é tão frágil politicamente que se vê em tal circunstância, ou seja, demitir um corrupto caseiro a mando de outro corrupto estrangeiro.






sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sofismas e anacronismos



Bem próxima da definição de sofisma está a 'falácia'.

Por extensão à Lógica, Rui Barbosa defendeu que o sofisma é argumento falso formulado de propósito para induzir outrem a erro: "Mas isso ainda não é o melhor do caso. Onde está o seu sal, é numa dessas circunstâncias, com que o acaso de vez em quando confunde os que se desviam do caminho reto, para o dos estratagemas e sofismas." [Réplica.]

Se a Lógica ensina que se trata de argumento que parte de premissas verdadeiras, ou tidas como verdadeiras, e chega a uma conclusão inadmissível, que não pode enganar ninguém, mas que se apresenta como resultante das regras formais do raciocínio, fica perfeitamente aceitável a definição popular que traduz o sofisma por 'engano, logro, burla, tapeação'.

É esta a estratégia mais usada no Brasil para dar satisfações dos fatos ao povo. É na política que tal estratagema substituiu a prudência da verdade e do equilíbrio, por força da falta de coragem e da honestidade. A sutileza dos sofistas contemporâneos, com os quais Sócrates se estarreceria ante o nível elevado do desenvolvimento da retórica e eloquência, transforma a ética e implode impiedosamente o sólido edifício de todos os conjuntos de valores cultivados à custa de muito esforço comum.

Assim, mentir, tergiversar, criar e divulgar uma ideia própria sem o cuidado com a coerência, faz do vício do sofisma uma descarada aplicação da regra geral a um caso particular em que, por circunstâncias especiais, a regra não se aplica. Instalou-se a contumácia do sofisma do acidente. Estamos diante de um atentado ao princípio da razoabilidade.

Este fenômeno não se resumiu à política. Ele avançou sobre a maioria dos segmentos da vida brasileira. Não existe nem ao menos preocupações com o silogismo dialético, aquele que segundo Aristóteles provem de premissas que são prováveis.

Dois belos exemplos desta prática, fora da política, embora em segmentos a ela ligados ou dependentes, são os casos recentes da revogação da prisão preventiva do 'ex-coordenador da Lei Seca no RJ', detido por atropelar quatro pessoas e matar uma delas dirigindo alcoolizado e da declaração do Sr. Ricardo Teixeira, em rede nacional, afirmando não se preocupar com o resultado do sorteio dos locais de jogos da próxima Copa do Mundo no Brasil, onde a Seleção Brasileira só jogará no Maracanã se chegar à partida final. Em sua honorável arte da falácia e do anacronismo, "garantiu que a Seleção" chegará ao novo Mário Filho. Que os cariocas não se preocupem.

Este segundo caso pode ser catalogado aos episódios típicos do esporte, onde o ufanismo sempre esteve acima da lógica e da razoabilidade. Apenas o menciono por se tratar de mais um de tantos episódios em que a regra geral - que neste particular exigiria certeza de seriedade, planejamento, preparação e pés no chão - é substituída por uma exceção constituída apenas pela necessidade de dar satisfações, com o ensejo de fazer esquecer outras satisfações mais obrigatórias e que todos esperam. O sofisma opera, em si, a capacidade de fazer seu autor presente à mídia em momento no qual deveria dela se afastar, à vista das graves denúncias da sua participação em alguns crimes. Uma antítese do 'quem não é visto não é lembrado', comportamento típico que é usado por quem deseja criar fatos novos sobre si, visando fazer deles uma cortina a esconder os fatos velhos que comprometem.

Mas o primeiro caso é estarrecedor. É a prova definitiva da enfermidade terminal da nossa Justiça. Como pode um desembargador descaracterizar uma ordem baseada legalmente por juiz de primeira instância, resultante de ocorrência cristalinamente tipificada no código vigente e, por agravante, cometida por alguém que já havia tido a responsabilidade delegada pela mesma Justiça de conduzir a aplicação da lei para os demais mortais? O juiz da 3ª Vara Criminal de Niterói considerou a prisão preventiva necessária por ter havido, por parte do ex-secretário, tentativa de intimidação dos policiais militares que atenderam à ocorrência e por haver o risco de que essa intimidação continuasse durante o processo, de forma a comprometer os depoimentos.

Onde está o sofisma deste caso? Ah senhores! Façam o que digo, mas não façam o que faço. O 'emérito julgador', para acatar o pedido de HC, deve ter apoiado o despacho à suposta razoabilidade das condições ao relaxamento da prisão, dentre elas as surradas premissas que o réu não é perigoso (mesmo tendo atropelado três pessoas sem prestar socorro e matado outra), não eferece risco à sociedade, tem domicílio próprio e uma profissão. Este é o sofisma carro chefe fartamente utilizado.

Existe paralogismo pior do que este?

Mas, falando em anacronismo, até o clima de Curitiba entrou na gandaia. Nossas manhãs e finais de tardes de primavera, que deveriam ter aquele aroma da ante sala do verão, sofismam alegremente sobre nossas resistências físicas, disfarçando a estação em ousado inverno temporão. E se as cinzas do vulcão chileno, que já cobriram Florianópolis, aqui chegarem, teremos tudo para acreditar que estamos em Londres.

Quem souber onde será o próximo show dos Beatles, por favor me avise!

Este mundo ou virou irreal ou alguém o virou de cabeça pra baixo. Talvez tenha sido o Ricardo Teixeira quem o chutou feito uma bola da Copa...

...dizem as más línguas que aqui a Jabulani atenderá pela alcunha de "Corrupta". Que tantos craques não a "acariciem", verbo típico do mestre e poeta Armando Nogueira para ornamentar suas crônicas sobre o bom tratamento da bola, mas que a chutem para bem longe daqui.

sábado, 10 de setembro de 2011

Sou do tipo que ama a língua



Sempre acreditei que para melhor conhecer o outro lado há que se praticar empatia.

O filósofo alemão Theodor Lipps, criador do conceito de empatia, defendia ser primordial uma  “resposta afetiva vicária a outras pessoas, ou seja, uma resposta afetiva apropriada à situação de outra pessoa, e não à própria situação”.

Este conceito cria certos requisitos para a melhor compreensão do processo. É preciso saber perceber e sentir efetivamente os reflexos e a derivação integral de determinado problema alheio. É determinante que se tenha algum conhecimento ou seja possível visualizar vínculos emocionais que propiciaram determinada situação que se quer compartilhar através de uma atitude de empatia.

Sem saber traduzir aquilo que faz outra pessoa expressar sentimentos, é quase que humanamente impossível se chegar a alguma conclusão, mesmo tendo o maior dom de penetrar no mundo alheio, colocar-se de corpo e alma no universo do semelhante e, de lá, com ótica desprovida de qualquer influência pessoal, mover-se em sua própria direção sem dela ter saído.

Mas não é exclusivamente este tom filosófico que me faz ter vontade de escrever estas mal traçadas linhas. É, também, minha total ojeriza auditiva para certos vícios de linguagem a que estão submetidas as gerações mais recentes de praticantes da surrada língua portuguesa.

Sou amante da nossa língua. Tudo que aprendi a respeito dela me fez acreditar que se trata de uma das mais belas do mundo, que é dos idiomas onde existe a maior amplitude de expressão. Com o português é possível empreender construções fantásticas, tanto através da sua expressividade natural, forjada dentro das suas regras básicas e do vocabulário adequado, quanto pelas vias dos seus artifícios gramaticais mais elaborados onde se apresentam figuras de linguagem que nos fazem trabalhar o raciocínio lógico.

Voltando ao objeto da empatia, o mesmo filósofo citado acreditava que o processo existia para indicar a relação entre o artista e o espectador que projeta a si mesmo na obra de arte. Aqui fica consagrada, no caso, a necessidade de ampla interpretação do sentimento do artista. Para que se formule a captação é necessário, então, projetar em nós mesmos, os resultados de algo.

Confesso, não consigo empatia suficiente para entender certos vícios mais frequentes em nossa linguagem moderna, a exemplo da ‘expressão definidora do NADA, do vazio de comunicação’ que representa a tentativa de alguém praticar essa múltipla e intolerável repetição da palavra “tipo” dentro das suas frases, sem completar com alguma coisa a comparação que tal vocábulo evoca.

Inúmeras vezes, sem qualquer resultado compreensivo, tentei analisar gramaticalmente tal fenômeno. Depois tentei rever estudos de códigos da linguagem falada e não encontrei justificativas.  Então coloquei a língua em plano secundário e arrisquei o processo empático. Foi pior. Até porque o uso desta palavra vem sempre acompanhado de reticências, o que torna ainda pior a emissão de qualquer conceito a respeito, porque não se sabe o que o vivente gostaria de ter comparado ao sujeito e demais componentes gramaticais da sua frase. Ou seja, tudo que foi dito antes do “tipo” poderia ter sido dito, até talvez com maior clareza, com a imediata adição do complemento utilizado.

Assim, não há processo empático que resolva, até porque não existe nenhuma identificação que faça acontecer aquela ampla interpretação do sentimento do artista. Não há obra. Há um vácuo, um precipício linguístico, um buraco na comunicação que promove o divórcio da originalidade que se reprime com a falta de qualquer elemento comparativo, imprescindível para que, a exemplo de um aposto, o vocábulo “tipo” produza certo efeito. Na linguagem falada contemporânea, principalmente dos mais jovens, “tipo” é um intruso. Parece um pedido inconsciente de socorro, ou de licença momentânea para se poder rapidamente pensar em como vai se concluir aquilo que “se pensa saber dizer”.

Parece-me um vício terrível. Como ter que dar mais uma tragada no cigarro que inconveniente acompanha a conversa. As reticências e a carência completa de sentido são as baforadas que se seguem antes do complemento da oração. Este, diga-se de passagem, na maioria das vezes nada tem a ver com aquela baforada “tipológica”. Ou ilógica.

Cada vez que ouço alguns desses jovens eu sinto vontade de corrigir ou de perguntar sobre o que está dizendo. Tenho vontade também de lhe dar um exemplo frasístico com a utilização que deveria conter o “tipo” correto. Como,  “queria explicar que falar assim, parecendo dizer bonito, não é coisa para um bronco, tipo este locutor”.  Mas prefiro me calar, pois óbvio que poderia ouvir um desacato. Prefiro mudar de sintonia. Já desci de um transporte coletivo lotadíssimo por não conseguir ficar ouvindo uma garota repetir sessenta e quatro vezes a palavra “tipo” em cinco minutos de conversa ao celular. Juro que fiz isto. Eu sinto pavor! E é verdade: 64 vezes, eu contei! Sim, foram cinco minutos.

É inócuo perguntar se a escola já abordou questões do gênero. Dentro do nosso sistema educacional não existem mais escolas. Talvez nem língua.

Como sempre, tenho que enaltecer e concordar com o Ricardo Ramos Filho, meu nobre amigo escritor de livros infantis, um admirável zelador da língua portuguesa, que outro dia escreveu no Facebook uma pérola inestimável: “Gosto muito de gente. Sou fascinado, porém, por bocas. É de lá que saem as palavras, as primeiras coisas que observo em alguém”.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

O plano mais macabro do PT

Durante o regime militar todos os veículos de comunicação tinham que submeter sua pauta à inspeção de agentes autorizados pelo governo. Óbvio que muito material foi censurado.

O AI-5 foi o instrumento mais vergonhoso que passou pela história do Brasil no que diz respeito às liberdades individuais. Entre outras 'regulações', ele "proibia atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política".

À época, a atual cúpula do PT combatia as medidas de exceção.

Hoje, após o Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, recém acontecido, uma medida lá aprovada constrange a todos nós brasileiros que vivemos as experiências doloridas e vergonhosas da Ditadura Militar. Com base em documento que foi escrito pelo ex-ministro Franklin Martins, o partido pretende remeter para aprovação na Câmara dos Deputados o seu projeto de Regulação da Mídia no Brasil.

Ora, regular a mídia, utilizando para isso qualquer denominação ao seu projeto, é, em resumo, estabelecer uma nova forma de censura. O motivo de trazer à tona um projeto que parecia descartado pelo governo Dilma é a oposição aberta que praticam alguns segmentos da imprensa que não se venderam ao sistema vermelho.

Mais do que a fiel demonstração que o PT não sabe conviver com a oposição, há clareza quanto a decisão de se utilizar de todos os meios possíveis, mesmo que sejam contrários aos princípios democráticos, visando dar sequência ao abominável plano de perpetuação no poder. Não bastaram as compras de apoio político, não bastaram as fraudes eleitorais, não bastaram os mensalões, não foi suficiente todo aparato da corrupção petista que se instalou nas ramificações do governo.

Eu não acredito que a classe jornalística vá ficar passiva, como que a caminhar lentamente e sem reação feito gado em direção ao matadouro. Também não acredito que, por mais entreguista e fisiológico que seja o Congresso Nacional, aqueles senhores tenham coragem de assinar a sentença de morte da liberdade de expressão.

Mas é preciso ficar atento. Muito mais: preparado para uma grande luta. Uma luta contra algo que os mesmos que propõe, um dia foram nossos aliados em igual trincheira. Hoje, corrompidos pelo poder, querem distribuir ao povo o mesmo veneno que antes ajudaram a combater.

É triste, mas é verdade. Parece que o pior do PT ainda está por vir.



sábado, 30 de julho de 2011

braziu, ziu, ziu

Charge de Roque Sponholz





quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sumiu o saca-rolha?

Quantas vezes você já teve que se conformar em não ter tomado um vinho apenas porque estava sem um saca-rolha? Já vi gente tentando de diversas maneiras, algumas que até chegaram a quebrar a boca da garrafa, condenando o precioso conteúdo ao ralo da pia da cozinha. Outras vezes vi gente socando a rolha pra dentro do recipiente.

Seus problemas acabaram. Porque, afinal de contas, sapatos todos tem.

video

 

Visitantes


desde 03.mar.2009


Seguidores

Copyright


Você poderá copiar material deste Blog, mas quando publicar em outro local deverá citar a fonte, apontando para o texto original através de link. Lembre: PLAGIAR É CRIME.

MyFreeCopyright.com Registered & Protected

Infinito Positivo Copyright © 2009 Black Nero is Designed by Ipietoon Sponsored by Online Business Journal Distribuído por Templates