2009 - Ano IV
Posted at 14:34
Zequinha de Abreu foi um precoce. Entre o anseio materno que se tornasse padre e o paterno para que fosse um médico, ele decidiu pelo dom musical que se manifestava desde os 10 anos, quando já executava flauta e clarineta com exímio talento. Naquela idade também já rascunhava suas primeiras composições, além de reger uma banda que ele mesmo organizou na escola. A Igreja perdia um servo, Hipócrates mais um discípulo, mas a música brasileira ganhava um astro de intenso brilho.
O menino de Itu foi para São Paulo estudar e quando retornou ao interior, com 17 anos, fundou sua orquestra que se apresentava nos saraus, bailes e acompanhava filmes mudos. Aos 18 casou com uma garota de 14 anos. São coincidências os fatos de ter estudado harmonia no Seminário Episcopal de São Paulo e ter trabalhado em uma Farmácia, duas coisas que tinham relação direta com a vontade original dos pais.
Graças a Carmem Miranda, que nos anos 40 fazia sucesso no exterior, sua composição "Tico-Tico no fubá", feita em parceria com Aloysio Oliveira, tornou-se conhecida como um dos expoentes do choro, ritmo que, além da valsa, ele tratou com exuberância desde os primeiros anos da carreira musical reconhecida na história da música brasileira.
Zequinha era um sujeito simples. Sua modéstia não lhe permitia qualquer reparo ou crítica às pessoas do seu convívio. Mais sorria do que falava. Talvez o ritmo de "Tico-Tico no fubá" seja a melhor expressão da rapidez com que escrevia música.
Recebi o vídeo abaixo de um amigo acompanhado de uma mensagem marcante:
"Assista a essa maravilha e sinta orgulho de ser brasileiro, apesar dos Sarneys, dos Renans e outros, da roubalheira que impede que este país seja de primeiro mundo".
Divido com você a performance da Orquestra Filarmônica de Berlin. Se não sabemos dar à nossa música o verdadeiro valor alguns povos mais sensíveis a tem consagrado através dos tempos.
A precocidade é um doce fruto temporão! Saboreie.











9 comentários:
Oi Ery. Está provado mais uma vez: o Brasil não merece os políticos que tem. O que nos salva é o talento de artistas como Zequinha de Abreu e a grande maioria do povo, que ainda não se deixou corromper pelos exemplos que vêm de cima.
Um abraço.
Um grande artista sem duvida..
essa musica já entrou para a história.
Abraços
Querido Eri:
Feliz de estar de volta ao seu blog e lendo coisas muito especiais - embora ainda esteja muitíssima fraca, após a aoperaçãozona:-)
Queria só lhe dizer que por *maioria de justiça* e talento , seu belo post sobre Zequinha de Abreu sequer deveria estar fazendo contraponto a err... políticos.
O Zequinha é autor - como você bem sabe, de músicas lindíssimas. E tal - imagine- como Ary Barroso é um dos músicos/compositores mais citados em filmes. Só para citar cinco: Saludos, Amigos, A Filha do Comandante, Escola de Sereias, Kansas City Kitty e Copacabana, em versão interpretada por Carmen Miranda.
Mas tem muito mais, Martins Scorsese e...que glória! WOODY ALLEN! (que esses dois entendem de músicA não tá no gibi nem no pergaminho hohoho. Lembra da interpretação de Denise Dumont (aquela linda) de Tico-tico no Fubá no belo filme de Allen, RADIO DAYS ( A Era do Radio) ?
Então, meu querido, nesse seu post de ouro, pra que eu vou falar de quem não tem importância?
Hahaha:
Um tico-tico cá, um tico-tico lá:-)
Adoro isso:-)
Beijos e obrigada
Meg
@Jens, tão bom seria se a política fosse algo importante para o país e pudéssemos conviver com suas consequências sem nos preocupar. Existem tantas outras riquezas as quais tantas vezes não nos damos conta, exatamente porque a política passou a influenciar demais. Além de um caso de polícia passou também a caso de saúde pública. E a música sempre foi um antídoto, um remédio perfeito a nos curar de todos os males da indignação.
Abraço tchê e obrigado pela tua fidelidade aqui.
@Olavo, a música do Zequinha é símbolo. Grato por vir aqui. Abraço.
@Meguita querida! Nem preciso dizer da minha alegria quando te vejo aqui. Outro dia te li no Twitter e pressenti que em breve retornaria. Desejo que sua saúde seja reconquistada o mais breve possível.
Quanto ao comentário devo dizer que o contraponto não foi meu e sim do amigo que gentilmente me passou o vídeo. Gostei tanto da execução orquestral da canção que acabei lembrando que nunca havia falado do Zequinha. Você, como sempre faz, veio aqui acrescentar ao meu post a consistência que faltava, somando estes belos detalhes dos filmes e das músicas que tiveram o merecido sucesso no cinema.
É por tudo isto que sinto - e acredito que também muitos blogueiros - a falta que você faz.
Grato. Receba meu carinho por este esforço que dedica aos amigos, principalmente levando-se em conta a situação convalescente por que passa neste momento.
Votos de intensa e breve recuperação, pois a saudade dos seus posts ficou grande demais.
Beijos.
Esta música já é internacional e já apareceu em muitos filmes americanos.Esta interpretação é fantástica mas muito melhor qd interpretada por brasileiros.
Nesta aí falta algo..
Ery,
bom rever a Meg por estas bandas!
Gostei também do seu sidebar interativo! Esta TUDO lá! Muito bom!
Vamos chegar, o livro e eu ao mesmo tempo. Estou saindo de SP amanhã. Assim que receber te aviso!
Forte abraço
@Magui, se você diz que é "fantástica" e depois que "falta algo" juro que não entendi.
@Eduardo, vou modificar este sidebar. Ainda penso que está mal aproveitado. Espero que goste do livro.
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